6 mitos e verdades sobre a quimioterapia

6 mitos e verdades sobre a quimioterapia

A quimioterapia é uma forma de tratamento de câncer que usa medicamentos para destruir as células do corpo que se reproduzem rapidamente, como é o caso dos tumores. Para isso, algumas substâncias podem ser aplicadas diretamente no sangue do paciente, o que faz com que elas se espalhem por todo o corpo e eliminem as células doentes. Como consequência, há a redução do tumor e a prevenção da doença em outras partes do corpo.

Esse tratamento surgiu há quase 80 anos e, desde então, promove a cura ou o controle da doença em milhares de pessoas em todo o mundo. Mas, apesar da sua alta eficácia e da sua popularidade, ainda existem muitos mitos sobre esse tipo de terapia.

Pensando em quebrá-los e trazer mais informação sobre a quimioterapia, criamos esse artigo. Continue lendo e saiba mais sobre esse tratamento para câncer.

Principais mitos e verdades sobre a quimioterapia

Confira os principais mitos e verdades sobre a quimioterapia e saiba mais sobre essa forma de tratamento.

O cabelo sempre cai durante a quimioterapia

Mito. Muitos filmes e novelas mostram o tratamento do câncer como um sinônimo da perda capilar. Apesar disso realmente ocorrer em 65% dos casos, existem muitos pacientes que não passam por esse processo.

A queda capilar ocorre porque o medicamento usado na quimioterapia ataca as células que se reproduzem rapidamente, como as do cabelo. Como consequência, há uma mudança no ciclo capilar e o paciente pode perder os seus fios de forma gradual.

Mesmo nos casos em que isso acontece, com o passar do tempo o cabelo cresce novamente de forma regular.

A quimioterapia é o tratamento mais indicado

Mito. Além da quimioterapia, existem diversos outros métodos de tratamento. Entre os principais, podemos citar:

  • imunoterapia: o sistema imune é fortalecido para lutar contra o câncer de forma natural;
  • radioterapia: usa ondas ionizantes para combater o tumor e impedir o seu crescimento;
  • hormonioterapia: há a redução ou o bloqueio total dos hormônios que fazem o tumor crescer e
  • cirurgia: é feita a remoção do tumor cirurgicamente.

Apenas um oncologista poderá avaliar o caso para traçar qual é o tratamento mais indicado. Sempre é necessário considerar o local, o seu grau de avanço e o estado de saúde atual do paciente.

O tratamento quimioterápico é longo

Mito. O tempo de quimioterapia dependerá diretamente do tipo de câncer e do seu estágio.

Isso também vale para o tempo necessário entre as doses, que pode ser 1 semana, 15 dias, 21 dias ou outro período pré-estipulado pelo médico.

Mas, quando há uma resposta rápida e os casos não são tão graves, o tratamento não tem longa duração.

É possível aliar mais de um método de tratamento com a quimioterapia

Verdade. Como falamos acima, existem muitos métodos de tratamento para câncer. O que muitos pacientes não sabem, é que é possível aliar alguns deles para aumentar as chances de cura. Um exemplo muito comum é a realização de cirurgia para a remoção do tumor e o uso de quimioterapia para remover as células malignas restantes. Também é possível realizar a radioterapia junto desses dois métodos de terapia.

Tudo dependerá do que o oncologista achar mais indicado para o seu caso, sempre considerando o seu bem-estar e qualidade de vida.

Essa terapia causa ganho de peso

Mito. Outro mito amplamente divulgado sobre a quimioterapia está relacionado com o ganho de peso. Realmente, alguns pacientes relatam esse sintoma, mas isso não quer dizer que todos o terão.

Normalmente, esse problema ocorre quando o tratamento causa um distúrbio hormonal, o que também pode ser um efeito dependendo do medicamento utilizado.

De qualquer forma, por meio do acompanhamento médico e de uma dieta seguida por um nutricionista oncológico, é possível evitar o sobrepeso. Vale ressaltar que também não há nenhum problema ganhar alguns quilos durante o processo. É importante focar no objetivo maior, que é a luta contra o câncer e a recuperação.

A quimioterapia causa dor

Mito. A quimioterapia conta com diversos efeitos colaterais, mas nenhum deles envolve a dor. O único desconforto relacionado que o paciente pode se queixar é a picada para injetar o medicamento no sangue.

Entre os efeitos, que são sentidos por grande parte dos pacientes, podemos citar:

  • queda de cabelo, como já mencionado;
  • diarreia;
  • feridas na boca;
  • náuseas e vômitos;
  • escurecimento da pele;
  • anemia;
  • cansaço e
  • febre.

Nem sempre todos esses sintomas serão sentidos e, se forem, serão intensos. O acompanhamento com o oncologista pode contribuir para identificar e amenizá-los.

Se você ainda ficou com alguma dúvida sobre quimioterapia ou deseja saber mais sobre essa terapia para câncer, entre em contato conosco e fale com um de nossos especialistas. Se desejar, agende uma consulta com um oncologista para conhecer a nossa clínica e iniciar o seu tratamento aqui.

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