4 dicas de como diagnosticar câncer de ovário

4 dicas de como diagnosticar câncer de ovário

O câncer de ovário é conhecido por ser silencioso. Na maioria das vezes, não provoca sintomas nas fases iniciais — e é exatamente por isso que o diagnóstico costuma chegar tarde.

Apenas cerca de 20% dos cânceres de ovário são diagnosticados em estágio inicial. Quando isso acontece, cerca de94% das pacientes vivem mais de cinco anos após o diagnóstico. Esse dado mostra, com clareza, o quanto detectar a doença cedo muda o caminho do tratamento.

Mas como esse diagnóstico é feito na prática? É o que explicamos a seguir.

Por que o diagnóstico é tão desafiador?

Não háevidência científica de que o rastreamento populacional do câncer de ovário traga mais benefícios do que riscos e, portanto, até o momento, ele não é recomendado. Diferente docâncer de mama — que tem a mamografia — ou do câncer de colo de útero — que tem o Papanicolaou —, o câncer de ovário ainda não conta com um exame de triagem universal validado.

Isso torna o acompanhamento médico regular e a atenção aos sinais do corpo ainda mais importantes.

Dica 1: Fique atenta aos sintomas persistentes

À medida que o tumor cresce, pode causar pressão, dor e inchaço no abdômen, pelve, costas ou pernas, além de cansaço constante, perda de apetite, náuseas, necessidade frequente de urinar e alterações nos hábitos intestinais. 

Esses sintomas são comuns a outras condições — mas quando aparecem juntos, com frequência e sem melhora espontânea, merecem investigação médica. Não espere para consultar um especialista.

Dica 2: Realize o ultrassom transvaginal

O ultrassom é geralmente o primeiro exame realizado quando existe suspeita de câncer de ovário. É útil para diferenciar um tumor do ovário de um cisto cheio de líquido. 

Na avaliação transvaginal, é possível identificar lesões suspeitas nos ovários. Essas lesões recebem uma classificação de risco que auxilia o médico na decisão terapêutica mais adequada para cada caso. 

O ultrassom é um exame sem radiação, acessível e que frequentemente é o ponto de partida da investigação. Sozinho, porém, não confirma o diagnóstico — é sempre o começo de um processo.

Dica 3: Solicite exames de imagem complementares e o marcador CA-125

Quando o ultrassom identifica algo que merece mais atenção, o médico costuma pedir exames complementares.

A ressonância magnética permite avaliar outras estruturas pélvicas e do abdômen superior com mais precisão, sendo útil para identificar possível disseminação da doença para outros órgãos. A tomografia computadorizada é frequentemente utilizada quando já há confirmação do câncer, para avaliar a extensão da doença. 

Além dos exames de imagem, o CA-125 — uma proteína dosada por exame de sangue — também faz parte dessa investigação. É comum que o CA-125 esteja elevado no câncer de ovário, mas o valor deve ser interpretado em conjunto com os demais dados clínicos, pois ele também pode se elevar por causas benignas. 

Dica 4: Saiba que o diagnóstico definitivo é feito por biópsia

O diagnóstico definitivo do câncer de ovário é histopatológico — realizado após a cirurgia, quando o tecido retirado é analisado pelo patologista para confirmar a presença e o tipo do tumor. 

É essa análise que determina o estadiamento da doença e orienta toda a estratégia de tratamento: cirurgia, quimioterapia, imunoterapia ou terapias-alvo, conforme o perfil de cada paciente.

O acompanhamento especializado faz diferença

O diagnóstico do câncer de ovário exige a interpretação conjunta de sintomas, exames de imagem, marcadores tumorais e, quando necessário, confirmação cirúrgica. Nenhum exame isolado responde a todas as perguntas — e é o olhar clínico especializado que conecta essas informações.

Na Vence Onco, esse cuidado é conduzido por uma equipe multidisciplinar com foco no atendimento individualizado, baseado nas melhores evidências da oncologia.

Se você tem dúvidas sobre sintomas ou quer uma avaliação especializada,  entre em contato e venha conversar com a nossa equipe.

Publicado por: - Oncologista - (CRM-SC 19056 | RQE 10698 / 11095)
Médico oncologista, formado em Medicina pela UFRJ. Fez residência em Clínica Médica na mesma instituição e especialização em Oncologia Clínica pela UFMG. Desde então, atua com foco no cuidado integral, humano e baseado em ciência para pacientes em tratamento oncológico.