Durante o tratamento oncológico, cuidar da saúde vai muito além do combate ao tumor. O organismo de quem fazquimioterapia,imunoterapia ou radioterapia fica mais vulnerável a infecções — e uma gripe, que em pessoas saudáveis passa em alguns dias, pode se tornar uma complicação séria para quem está com a imunidade comprometida.
Por isso, a vacinação contra a gripe (vírus influenza) é uma das medidas preventivas mais recomendadas para pacientes com câncer. A prevenção de doenças infectocontagiosas por meio da vacinação é fundamental para a promoção da saúde do paciente oncológico em sua integralidade, conforme destacado noGuia de Vacinação no Paciente Oncológico, produzido pela Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) em parceria com a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).
Ainda assim, o tema gera dúvidas. A vacina -é segura durante a quimioterapia? Quando tomar? Existe contraindicação? Respondemos a seguir.
Por que a gripe é mais perigosa para quem tem câncer?
Em pessoas sem condições de saúde associadas, a gripe costuma ser autolimitada — febre, dor no corpo e cansaço que melhoram em cerca de uma semana. Para pacientes em tratamento oncológico, esse cenário muda.
A quimioterapia, a radioterapia, a imunoterapia e o próprio câncer podem reduzir significativamente a capacidade do sistema imunológico de responder a infecções. Com a imunidade comprometida, o vírus influenza pode evoluir para pneumonia, infecções bacterianas secundárias e internações — situações que, além de graves em si, podem obrigar a interrupção temporária do tratamento oncológico, interferindo diretamente no plano terapêutico.
Uma infecção que seria contornável em outra circunstância pode se tornar um obstáculo real no caminho da recuperação. É por isso que a prevenção, aqui, tem peso ainda maior.
A vacina é segura para quem faz tratamento oncológico?
Sim. A vacina contra a gripe é do tipo inativada — feita com vírus morto. Ela não causa a doença e não apresenta risco de infecção, mesmo em pessoas com imunidade reduzida.
Pessoas em tratamento por radioterapia, quimioterapia venosa ou oral, terapia-alvo ou pós-transplante podem receber a vacina com segurança, desde que avaliem previamente com seu oncologista.
Vale saber que durante alguns tratamentos imunossupressores a resposta imunológica à vacina pode ser ligeiramente menor — mas isso não a torna ineficaz. Ela ainda oferece proteção relevante. Aplicá-la no momento certo, definido com o médico, maximiza esse benefício.
Existem contraindicações?
Na maioria dos casos, não. Mas alguns cenários exigemavaliação individualizada:
Neutropenia grave: quando o número de glóbulos brancos está muito baixo, o médico pode recomendar aguardar um período de maior recuperação da imunidade antes da aplicação.
Doença febril em curso: recomenda-se adiar a vacinação em casos de doença febril de moderada a grave intensidade, para evitar confusão entre uma piora no estado de saúde e um possível efeito adverso pós-vacinal.
Alergia grave a componentes da vacina: quem tem histórico de anafilaxia deve comunicar ao médico antes da aplicação.
Pós-transplante de medula óssea: o momento da vacinação é definido pela equipe médica, respeitando o período de recuperação imunológica de cada paciente.
Fora dessas situações específicas, a orientação é vacinar — e não deixar para depois.
Qual o melhor momento para se vacinar?
O ideal é que a vacina seja aplicada de preferência duas semanas antes do início do tratamento imunossupressor, quando possível, para garantir melhor resposta imunológica.
Quando isso não é viável, a vacinação contra a gripe ainda pode — e deve — acontecer durante o tratamento. Nesses casos, o oncologista costuma indicar aplicá-la nos intervalos entre os ciclos de quimioterapia, nos momentos de maior recuperação da imunidade.
Uma recomendação que muitas pessoas desconhecem: familiares, cuidadores e pessoas que convivem com o paciente também devem ser vacinados. Esse conjunto de pessoas protegidas ao redor do paciente reduz a circulação do vírus no ambiente — criando uma barreira de proteção coletiva fundamental para quem está imunocomprometido.
Por fim, vale lembrar: a vacinação contra a gripe é anual . O vírus influenza sofre mutações constantes e as cepas circulantes mudam a cada temporada. Mesmo quem se vacinou no ano anterior precisa repetir a dose.
Outras vacinas recomendadas durante o tratamento
A gripe não é a única preocupação no calendário vacinal de quem tem câncer. Pacientes com câncer em tratamento imunossupressor não devem receber vacinas com vírus vivos atenuados, como dengue ou sarampo. As vacinas inativadas são, em geral, permitidas e recomendadas.
NaSala de Vacinas da Vence Onco, estão disponíveis imunizantes importantes para o perfil do paciente oncológico, como: pneumocócica, HPV, herpes-zóster, vírus sincicial respiratório (VSR) e gripe em alta dosagem — especialmente indicada para pacientes acima de 60 anos.
O calendário vacinal completo deve ser discutido com o oncologista, que avaliará o tipo de câncer, o tratamento em curso, o histórico de imunizações e o nível de imunocomprometimento de cada paciente individualmente.
Vacine-se com segurança na Vence Onco
A Vence Onco conta com umaSala de Vacinas estruturada, com protocolos rigorosos de armazenamento — incluindo controle de temperatura 24 horas —, uso de materiais descartáveis estéreis e equipe capacitada para monitorar possíveis reações após a aplicação.
O maior diferencial, porém, está na integração entre vacinação e acompanhamento oncológico. Cada paciente recebe orientação personalizada sobre quais imunizantes são indicados para o seu perfil, respeitando o momento do tratamento e possíveis restrições clínicas — algo que uma clínica de vacinação comum não oferece.
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