Quando falamos de neoplasias, vem à sua mente o câncer de laringe? Provavelmente, não. Essa doença é ainda pouco conhecida, mas merece atenção. São mais de 7 mil novos casos diagnosticados por ano no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca),com maior incidência nos homens.
Em meio a este cenário, vale esclarecer que a laringe é um órgão que tem uma forma de pirâmide, começando na base da nossa língua e terminando no início da traqueia. Isso sem esquecer que existe ainda uma válvula, a epiglote, que se fecha quando engolimos um alimento e abre para a passagem do ar.
Quer entender mais sobre esse câncer, os sinais de alerta e quando procurar ajuda médica? Confira este guia que preparamos com informações importantes.
Os tipos mais comuns do câncer de laringe
O câncer de laringe pode ser mais frequente em duas regiões. A primeira é nas cordas vocais, também chamadas de “glote”. Nesse caso, o paciente logo percebe rouquidão e mudanças na voz. Assim, fica mais fácil notar que algo está errado e buscar atendimento médico.
Já nas outras áreas do órgão, fora das cordas vocais, as alterações vocais costumam aparecer somente quando a doença está em um estado mais avançado. No entanto, é possível notar inchaços no pescoço.
Por dentro dos sintomas
Depois de conhecer essas particularidades, é hora de entender quais são os principais sintomas do câncer de laringe. Fique atento aos seguintes sinais:
- rouquidão;
- tosse persistente;
- ferida na garganta que não cicatriza;
- dor de ouvido;
- dificuldade para respirar;
- perda de peso sem motivo;
- inchaço ou nódulo no pescoço;
- dor e/ou dificuldade para engolir.
Você está lidando com esses incômodos? Não espere e procure o médico. Os nossos especialistas, da Vence Onco de Itajaí, estão à disposição para atendê-lo. Você pode marcar uma consulta pelo nosso site.

O que aumenta o risco de câncer de laringe?
Com alguns cuidados, é possível diminuir o risco de câncer de laringe. Para isso, fique atento aos fatores que estão atrelados aos tumores malignos no órgão:
- tabagismo: como em diversos tipos de câncer, o fumo também aumenta o perigo para tumores malignos nessa área da garganta;
- ingestão exagerada de bebidas alcoólicas;
- excesso de peso;
- uso errado da voz, principalmente em profissionais que trabalham falando muito;
- histórico de câncer de laringe na família;
- exposição a algumas substâncias, como amianto, poeira de cimento, formaldeído e óleo de corte.
Então, analise como é o seu estilo de vida e veja se há algum perigo. Caso sim, tente mudar a situação ou conversar com o médico para entender melhor como se proteger.
A importância do diagnóstico precoce
Como em várias outras formas de câncer, o diagnóstico precoce dos tumores de laringe também é fundamental para elevar as chances de cura. Afinal, isso ajuda a evitar que as células cancerígenas se espalhem para outras partes do corpo, o que chamamos de metástase.
O início do diagnóstico é feito por um exame chamado “laringoscopia” em que, por meio de uma pequena cânula com uma microcâmera, o médico observa como está a laringe do paciente e se há algum tumor.
Além disso, também pode ser necessário realizar exames laboratoriais e de imagem, para ter maior assertividade no diagnóstico e verificar o estado geral da saúde.
Dessa forma, médico e paciente traçam as estratégias para o tratamento, sempre focando na qualidade de vida e bem-estar.
Estadiamento do câncer de laringe
Com o diagnóstico do câncer, é comum o paciente ouvir sobre o estadiamento. Trata-se, basicamente, da classificação da doença. O nível 0, por exemplo, significa que é o estágio inicial. Já o 4 é o mais avançado.
Porém, os profissionais analisam isso com ainda mais profundidade. Eles verificam o tamanho do tumor, a disseminação para os linfonodos — pequenas estruturas que funcionam como filtros para as substâncias nocivas do nosso corpo — e se há metástase.
A partir de todas essas informações, é possível iniciar os procedimentos para tratar o problema.
Quais os tratamentos disponíveis?
A boa notícia é que existem tratamentos para o câncer de laringe que podem ser combinados. Por exemplo, quimioterapia e radioterapia, que visam destruir as células malignas por meio de medicamentos e radiação, respectivamente.
Também há a possibilidade de usar a terapia-alvo, que inclui remédios destinados de forma mais assertiva ao tumor. Enquanto isso, a imunoterapia tem o objetivo de “treinar” o sistema imunológico do paciente para atacar o câncer.
Vale lembrar que o bem-estar durante o tratamento oncológico requer ainda o apoio de uma equipe multidisciplinar, como psicólogos, nutricionistas, odontólogos e fonoaudiólogos. É o que chamamos de “terapias de suporte”.
Espalhe o que você aprendeu sobre o câncer de laringe!
Depois de aprender sobre o câncer de laringe, espalhe essas informações para que mais pessoas conheçam os sintomas e as formas de evitar a doença. É com esse aprendizado que podemos promover saúde e combater diversos problemas.
Também aprendo ainda mais sobre outros cuidados e tratamentos oncológicos em nossas publicações nas redes sociais. Estamos no Instagram, Facebook e Youtube.